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Archive for the ‘Poesia’ Category

armas e outras linhas

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Photo on VisualHunt

todos os dias

as horas passam

o tempo passa

numa exposição lenta

como linhas numa sebenta

e nesta alegria escassa

os anjos dançam

as minhas silenciosas melodias

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é raro não errar

nesta dimensão curta

a viagem termina, a cada passo

a cada erro

cair no chão sem embaraço

onde é frio o beijo que ninguém furta

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empty pace

lights-night-romantic-full-moon.jpg

respiro o ar vazio

bebo no copo cheio

o que era eu sem nada?

nesta insistência da madrugada

esvazio a garrafa

na penumbra que nunca me abafa

¨¨¨¨¨¨¨

falta-me o tempo e a existência

parte de mim sou eu

breu

paciência

golo de água morna

dia de outra jorna

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blu(e)red

Photo on VisualHunt

a cada dia venço uma etapa

nesta capa

de livro fechado

nesta dança sem movimento

nunca tento

saber o passo

 

a cada noite busco o sonho

e nunca ponho

um risco no passado

perdi o pouco que tive

fui embora onde nunca estive

já não há muro para tanto traço

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Photo by Tilman Haerdle on Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

porque foste e me deixaste

aqui sentado

a olhar o céu estrelado

ao ver a chuva cair

lembro-me desse sorrir

das palavras inéditas

que só tu sabias

e que as dizias

como se estivessem escritas

no livro que nunca leste

– e nesta fracção breve do que dou

terei sempre em mim a tua mão

o teu cabelo alvo

e em todos os sonhos que salvo

na noite sem escuridão

serei sempre mais daquilo que sou

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conjuntiva

Lack

Photo by that guy named Rob on Visual hunt / CC BY-NC-SA

 

se pudéssemos tomar posse

de nós mesmos

ir para lá do nascer do sol

indiferentes à matéria inerte da abastança

a condição primária da dança

da lágrima emocionada

na face da memória apagada

o silêncio duma lareira em cinzas

e de tantas outras coisas

que são de menos, negativas

poderíamos ser então os dedos entrelaçados

da mão

do não

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trinta e tal

fui e vi tudo outra vez

o que toda a gente fez

disse o que era e o que bebi

o que não vivi

o que sempre soube o que era o fim

o que nunca disse sobre mim

todo este vazio que me apodera

até ao sol quente da Primavera

resplandece

aquece

na conquista primária da vida

esquecida

onde a cada passo volta a esperança

da descoberta repentina nas mãos nuas duma criança

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