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Archive for the ‘Terra’ Category

sentado em silêncio, viro as costas ao infinito, donde nada trouxe.

continuar… esse desígnio tão linear, pleno de caminhos, de lágrimas, de sorrisos, de palavras inéditas, de livros fechados, de memórias. entende o entretanto inexplicável, pois breve é alegria material, nas cinzas da lareira apagada.

os laços já são apenas traços, diminuídos pelo vento e pela chuva. concedo o abraço da despedida.

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máscara

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não, não há em mim mudança

nem riso nem lágrima, apenas eu

que espera e alcança

que guarda o sol no silencioso breu

#

não entendo nem pretendo

escuto mas nem sempre ouço

as palavras e os ritmos em crescendo

já não chego à água do fundo do poço

#

deixem-me lá ser o que sou

é tarde para ser diferente

gosto da quietude onde estou

de ser cometa ausente

#

já perdi o método e a obsessão

ganhei pouco para além do sorriso

mas se um dia me ouvirem dizer: não!

talvez aí já não seja preciso

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Os Textículos Sacânicos

Os Textículos Sacânicos, romance de Salman Henrique Rushdie Raposo Esta obra, cujo título original é Alentejo prometido, foi publicada em princípios de 2016 e provocou grande polémica no mundo alen…

Fonte: Os Textículos Sacânicos

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matéria e forma

ides

pela manhã, quando me levanto

o cansaço é tanto

que me deito à sombra de mim

e faço um festim

num rio de palavras revolto

um tigre solto

na água fria do passado

¨¨¨¨

saturado da rotina

dessa crítica sem razão pura

baixo de novo a cortina

guardo no bolso a desventura

vou em busca do lilás

fica a neblina para trás

brilha o azul nublado

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moon

outros tantos lugares vagos

insolúveis

onde o amanhã é somente matéria

submissão e desleixo

essas obras feitas de palavras-alvo

seta

aprendizagem fortuita de criança só

sem continuidade nem raízes

num banco de jardim onde não há flores nem cisnes brancos

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Argumento

no caminho, o rasto

no entretanto, o resto

do silêncio, gasto

da empatia, o gesto

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80

na construção da mentira

na elevação da verdade

a conclusão que se tira

é a regressão da saudade

do fim

da quebra

num banco de jardim

sem sombra

¨¨¨¨¨¨

ah, se o dia fosse sempre o mesmo traço

uma linha direita, lúcida e quente

ah, se a noite tivesse a força de um abraço

uma tensão controlada, previsível e consciente

mas quando o fogo se apaga

afia-se a lâmina da adaga

e combatem-se todos os demónios adormecidos

todos sentidos

na bruma

no nevoeiro

vida só há uma

há que descobri-la primeiro

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