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Archive for the ‘Vida’ Category

slow tempo

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Photo via VisualHunt.com

Abre um buraco na terra, lentamente

Deixa que o movimento contínuo se dissolva

Como se amanhã a rotina ficasse ausente

Numa expectativa que a sombra fresca resolva

.

Cobre as raízes com a terra solta

Aquela que um dia será parte de nós

Rega com água da fonte, tudo à volta

E os grãos soltos não ficarão sós

.

Verás com prazer o seu crescimento lento

(todas as semanas a copa aumenta um pouco)

Ouvirás a cantiga das folhas ao sabor do vento

.

Mesmo que não tenha flores nem frutos

Alimentada pela ráiz e pelo mundo louco

Ficará como estátua feita por muitos

.

Ao final do dia quando o horizonte fica vermelho

Alisa a terra onde me ajoelho

Retirando ervas daninhas que teimam

Para que amanhã ao nascer

Quando os raios de sol as queimam

Haja vontade de viver.

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Photo via Visual hunt

o passado

é um presente envenenado

o futuro

é um quarto escuro

 

solta os demónios e os sorrisos

 

de que serve a servidão da melancolia

ou a noite ser dia

de que vale a valência menor da indiferença

ou de quem por nós pensa

 

pensamentos utópicos e imprecisos

 

deixa que a tulipa floresça

que a cor que nunca aparenta apareça

e que a sólida solidão nunca te esqueça

 

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Venus Setting

Photo credit: DeeAshley via Visualhunt.com / CC BY-NC

 

(…)

In you the wars and the flights accumulated.
From you the wings of the song birds rose.

You swallowed everything, like distance.
Like the sea, like time. In you everything sank!

(…)

The Song of Despair
Pablo Neruda

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Companha

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Photo via Visualhunt.com

queria

ser a luz do dia

o crepúsculo da tarde

a paz da tempestade

todas essas coisas que todos guardam

numa gaveta cheia

num grão de areia

e esquecem a revolta contida

beijam a ferida

que os sonhos saram

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

ao longe tudo parece menos

acordes serenos

da música habitual

que ouves quando há nostalgia

ou se não houver poesia

nos livros que não escreveste

nas entrelinhas que não leste

nessa rotina sem ritual

>

a noite acompanha-me em silêncio

numa brisa cinza

num manto de encanto

mergulho em mais um início

de dias crescentes

e paixões ausentes

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Claimer

de que servem as visitas e vistas sem nada para trocar? vocês que carregam num botão ou tecla só por que há um quê que vos toca, um reflexo que imaginam, uma interpretação que não pretendem: não me entendam, não me sigam, não se enfatizem, não sejam um número, sejam ausentes no meu silêncio…

visitas fazem-se onde o passado se perdoa, onde o azedo se torna doce e a paixão se dilui no sarcasmo opaco!

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Após eu

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Fall on you

se a vida te espreme

e não há sumo

se a dor te queima

e não há fumo

a esperança treme

e a lágrima teima

vai e busca a lenha

e o garrote

mesmo que ninguém tenha

outra rima e outro mote

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Photo credit: Mark Dries via Visual hunt / CC BY-NC-ND

ainda não foi desta

que soltei a imaginação de outros dias

como a flor da giesta

que desponta nas primaveras frias

chego a casa

a cortina continua fechada

ser feliz não é nada

ser a lua e a madrugada

a estrela cadente na ponta da asa

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