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In a cross grey road

Venus Setting

Photo credit: DeeAshley via Visualhunt.com / CC BY-NC

 

(…)

In you the wars and the flights accumulated.
From you the wings of the song birds rose.

You swallowed everything, like distance.
Like the sea, like time. In you everything sank!

(…)

The Song of Despair
Pablo Neruda

Ch.

Sentado no mocho

está tudo escrito acerca da capacidade intrínseca de esquecer o mais e verter a lágrima.

se aperta, respira.

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esquecimento

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Photo credit: Rainshift – http://www.rainshift.com via Visual hunt / CC BY

o nosso mundo

é um segundo

de cada vez

– só tu o vês

e inundas –

das coisas mais profundas

como perder e seguir

como chorar e sorrir

e amanhã é outro dia

uma sala vazia

que preenches com uma dança

e um sonho que ninguém alcança

Companha

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Photo via Visualhunt.com

queria

ser a luz do dia

o crepúsculo da tarde

a paz da tempestade

todas essas coisas que todos guardam

numa gaveta cheia

num grão de areia

e esquecem a revolta contida

beijam a ferida

que os sonhos saram

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

ao longe tudo parece menos

acordes serenos

da música habitual

que ouves quando há nostalgia

ou se não houver poesia

nos livros que não escreveste

nas entrelinhas que não leste

nessa rotina sem ritual

>

a noite acompanha-me em silêncio

numa brisa cinza

num manto de encanto

mergulho em mais um início

de dias crescentes

e paixões ausentes

Deixa

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Photo via VisualHunt.com

 

se o futuro

é um caminho escuro

e o momento

é um tormento

sê o que sempre serei

a aurora sem rompante

a espada sem cavaleiro andante

as lágrimas que nunca chorei

deixa-me seguir o caminho

sozinho

ninguém aguenta

esta tormenta

de ser, viver e morrer

 

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da noite e da quimera

Sentado no mocho

Dreams

nesta casa

de branco caiada

nunca entrei

mas fui eu que a caiei

no fresco da alvorada

onde o sol sempre se atrasa

neste campo de rosmaninho

de intenso aroma

e de abelhas sem fim

fiz um banco de jardim

deixei a noite numa redoma

e o vento no moinho

Θ

tanto sonho

de sombras pintado

de dor curvado

onde os olhos ponho

já depois de acordar

o dito ganha o infinito

para noutra noite voltar

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Sou isso, enfim

Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,

Ou metade desse intervalo, porque também há vida…

Sou isso, enfim…

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulho de chinelas no corredor.

Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.

É um universo barato.

s.d.

Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).

– 124.