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Posts Tagged ‘Ar’

3AM

Photo credit: Jacksoncam via Visualhunt / CC BY

muda e sê

amanhã é tarde para ser

o que ninguém vê

tudo é rápido

tépido

depressa demais para perceber

se a luz te engana

e te expões ao aroma das rosas

que sempre emana

e se perde no vento frio

ou no fundo de um rio

de margens silenciosas

e quando adormeces e sonhas e choras

nos recantos onde te demoras

continua a ser cedo

para ter medo

de perder, partir, ser, existir

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esquecimento

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Photo credit: Rainshift – http://www.rainshift.com via Visual hunt / CC BY

o nosso mundo

é um segundo

de cada vez

– só tu o vês

e inundas –

das coisas mais profundas

como perder e seguir

como chorar e sorrir

e amanhã é outro dia

uma sala vazia

que preenches com uma dança

e um sonho que ninguém alcança

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ser vazio

cão vadio

na sombra do estio

onde estão as dúvidas

e morrem as dívidas

cremam-se as vidas

na mistura

no mistério

riscar o que para sempre perdura

no que falta dizer no epitáfio no teu cemitério

 

 

¨

preencher linhas

entrelinhas

baldes de massa

coisas que ninguém faça

¨

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contar até cem

sem

respirar

ar

ainda assim viver sem amanhã

gritar de manhã

se me disseres que sou apenas mais um

ou nenhum

serei sempre a desilusão com que ninguém conta

o fio da navalha que fere até à ponta

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Burnout

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nada me infecta

tudo me afecta

só porque tracei uma recta

vou onde há falha

no que calha

só porque o coração trabalha

fico calado

no meu fado

de letra e brado

porque disse um dia

que tudo faria

para ficar onde ninguém ia

sou eu

não é o breu

nem o sentimento ateu

e há em mim toda uma inebriante vontade

de saltar para a corrente da irresponsabilidade

mentindo sempre com o doce amargo da verdade

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MINOLTA DIGITAL CAMERA

Uma lágrima

É uma palavra que se solta

Uma viagem sem volta

Uma estrela que vem de cima

¨

Uma estrela

É uma moldura vazia

Uma viagem ao final do dia

Uma pintura sem tela.

O pormenor é o que menos importa. Ou o seu reverso. Como uma medalha ferrugenta que limpas para perceber o relevo. O trabalho do artesão. Uma arte sem técnica. Uma revolução suave e com muita duplicidade. Mas não trivialidade. Obra de operário sem salário, sem horas, sem desejos. Nem sempre longe, nem sempre perto. Uma vitória sem confronto. Uma flor sem raíz. Uma fonte sem água. Apenas pedras e terra.
Pura como o silêncio. Brava como a saudade. Egoísta como a paixão.
Nada se fará como no passado. Apenas a folha morta irá ficar dentro do livro cem vezes lido, deixando a sua marca, o seu odor. Terra... Negra, castanha, seca. Viva.
Corre. Desfruta o vento e a noite.

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não há

o que seja

que venha no pó dos caminhos

deixa que veja

as cegonhas nos ninhos

no céu

as nuvens são

o fino véu

da velha paixão

não há

tristeza no vento

paz no cinzento

do lado de cá

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agora

a noite é vaga

que a mão a traga

onde a memória não floresce

e a cortina se feche

agora

que há carreiro de formiga

a semente brava que o diga

quando o vento falha

e a sorte não calha

agora

acabou a luta

só há roupa enxuta

aroma e poema

dúvida e dilema

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