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dia de passagem como tantos outros, dia de sentir o passado e descobrir o futuro.

E que o fogo aqueça a alma e as cinzas voem ao sabor das palavras.

Samhain

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no more rides

no more writes

a very own pilgrimage

to the back of the stage

a corner where i belong

eyes closed listening to a song

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Retro-expectativa

não é obra do acaso, nem dúvida inibidora

não importa a cor, nem a fé, nem a corrente, se no fim não importar a ausência

toda a encosta que se desce, pode-se voltar a subir

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num dia qualquer

não haverá medo nas palavras

feitas em gotas de prazer

saindo brancas e seguras

.

descobres uma expressão conhecida

nesta gasta e branca face

e insistes na mão estendida

como se a Primavera chegasse

.

guarda essa flor selvagem

até que a cor esvaneça

não vejas nela a imagem

do mérito que não mereça

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Trindade

no match

Há coisas com defeito. E há outras com feitio.

Acho que tenho em barda.

Dos momentos cruciais, triviais e quase banais que se tornam a trindade da vida, fico à porta de todos….. é defeito ou é feitio?


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noves fora nada

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sem acreditar nada sabe a vitória

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um dia sem sentido

Palacio_Sintra

o 1º impacto é sempre dinâmico, delével.

Hoje antes das 7 da manhã estava na fila, a olhar para o Museu de Arte Moderna de Sintra, o Palácio da Pena em fundo, lá bem no alto, com toda a papelada julgada necessária para a atribuição do bem-vindo subsídio de desemprego.

A memória já me vai traindo. Há uma mostra de cartoon até 14 de Junho, com entrada grátis, caricaturas globalizantes.

Não é a primeira vez que o cenário se repete. Pelas mesmas razões. Por outras que não importam para o caso.

Como a porta só abre pela nove, leitor mp3 e livro guardado há um ano: Venenos de Deus Remédios do Diabo, de Mia Couto (mais um António), conhecido pelas suas palavras próprias, únicas. Lido:

  • Dedicatória “A imaginação é a memória que enlouqueceu” – Mário Quintana
  • ‘A cura para a doença dele era contrair mais doença ainda, apeteceu-lhe dizer. Mas Sidónio conteve-se e ajeitou a fala: – Viver é que não tem cura, caro amigo.’
  • Sonhar é uma cura’
  • ‘Não vale a pena espreitar, Doutor, que eu escrevo como o polvo, uso tinta para me tornar invisível.’
  • ‘As formas de expressão usam-se quando se tem medo de dizer a verdade…’
  • ‘Morreu? Como foi que morreu? – Isso não sei. Quem pode dizer é o patrão. Quer dizer o outro patrão. – Ninguém veio buscar as coisas dele? – Fecche a porta, Doutor, e dê-me a chave, eu vou ser castigado por isto… O resto da coversa resvala na metafísica. Quem teria vivido ali? O recepcionista, subterfugitivio, vagueia: não existe o ter vivido. Viver é um verbo sem passado.’

Depois, à tarde, a cerveja chamou por mim. Esquecer é pontapear os fantasmas. Quem me dera ser fantasma…….

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