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Posts Tagged ‘Escrita’

304

dia de passagem como tantos outros, dia de sentir o passado e descobrir o futuro.

E que o fogo aqueça a alma e as cinzas voem ao sabor das palavras.

Samhain

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no more rides

no more writes

a very own pilgrimage

to the back of the stage

a corner where i belong

eyes closed listening to a song

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Retro-expectativa

não é obra do acaso, nem dúvida inibidora

não importa a cor, nem a fé, nem a corrente, se no fim não importar a ausência

toda a encosta que se desce, pode-se voltar a subir

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num dia qualquer

não haverá medo nas palavras

feitas em gotas de prazer

saindo brancas e seguras

.

descobres uma expressão conhecida

nesta gasta e branca face

e insistes na mão estendida

como se a Primavera chegasse

.

guarda essa flor selvagem

até que a cor esvaneça

não vejas nela a imagem

do mérito que não mereça

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Trindade

no match

Há coisas com defeito. E há outras com feitio.

Acho que tenho em barda.

Dos momentos cruciais, triviais e quase banais que se tornam a trindade da vida, fico à porta de todos….. é defeito ou é feitio?


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noves fora nada

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sem acreditar nada sabe a vitória

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um dia sem sentido

Palacio_Sintra

o 1º impacto é sempre dinâmico, delével.

Hoje antes das 7 da manhã estava na fila, a olhar para o Museu de Arte Moderna de Sintra, o Palácio da Pena em fundo, lá bem no alto, com toda a papelada julgada necessária para a atribuição do bem-vindo subsídio de desemprego.

A memória já me vai traindo. Há uma mostra de cartoon até 14 de Junho, com entrada grátis, caricaturas globalizantes.

Não é a primeira vez que o cenário se repete. Pelas mesmas razões. Por outras que não importam para o caso.

Como a porta só abre pela nove, leitor mp3 e livro guardado há um ano: Venenos de Deus Remédios do Diabo, de Mia Couto (mais um António), conhecido pelas suas palavras próprias, únicas. Lido:

  • Dedicatória “A imaginação é a memória que enlouqueceu” – Mário Quintana
  • ‘A cura para a doença dele era contrair mais doença ainda, apeteceu-lhe dizer. Mas Sidónio conteve-se e ajeitou a fala: – Viver é que não tem cura, caro amigo.’
  • Sonhar é uma cura’
  • ‘Não vale a pena espreitar, Doutor, que eu escrevo como o polvo, uso tinta para me tornar invisível.’
  • ‘As formas de expressão usam-se quando se tem medo de dizer a verdade…’
  • ‘Morreu? Como foi que morreu? – Isso não sei. Quem pode dizer é o patrão. Quer dizer o outro patrão. – Ninguém veio buscar as coisas dele? – Fecche a porta, Doutor, e dê-me a chave, eu vou ser castigado por isto… O resto da coversa resvala na metafísica. Quem teria vivido ali? O recepcionista, subterfugitivio, vagueia: não existe o ter vivido. Viver é um verbo sem passado.’

Depois, à tarde, a cerveja chamou por mim. Esquecer é pontapear os fantasmas. Quem me dera ser fantasma…….

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«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»

O Jogo do Anjo Carlos Ruiz Zafón

Oferta de Natal, este livro, que logo me chamou a atenção com este texto na contra-capa. Mal sabia eu que era o início da história. Envolvente, até agora.

Revejo-me, ou melhor não me revejo a dar esse salto.  Já estive à porta de uma editora com umas quantas folhas impressas e não consegui entrar. Será que foi o guardião da minha alma a impedi-lo? Ou apenas a razão terrena de ficar serenamente no anonimato?

Como a minha escrita, bastam-me poucas coisas para sobreviver. Esta aproximação cibernética é o suficiente. Até ver…. Ou o guardião se desleixar!

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Hoje vou sentar-me na cadeira de pé alto, a ver estatísticas PPCMP e a ordenar coisas e linhas desordenadas.

Queimar sempre existiu. As cinzas renovam e alimentam. Tal e qual como a água.

Podia deixar aqui a imagem correspondente, mas não há imagem que transmita a sensação do projecto adiado.

Roll over…….

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Transferidor

Uma régua que mede as horas

É como uma enxada na terra seca

Apenas aflora a superfície

Somente deixa rasgos de esporas

Reza aos santos e depois peca

 

Vejo o brilho de Vénus a Sul

Como uma rosa a murchar no horizonte

Um ponto de luz a brilhar no azul

Última gota de água que cai da fonte

 

Bem alto

Como se um livro se fechasse

Um epílogo apenas para dispersar

Uma imagem, um voo, um salto

Uma recta, um raio e um ângulo a fechar

Porque a razão que leva algo a mudar de sentido, é tão somente o inverso daquilo que reflecte o momento presente, sem hesitar um segundo que seja mesmo que o respirar fundo acalme a descompassada arritmia do desejo.

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