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Posts Tagged ‘Fotos’

I saw the crescent

http://apod.nasa.gov/apod/ap150720.html via #NASA_APP

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Meio-dia

Shaded

 

há tanto tempo no escuro

sem destino traçado

sentado atrás do muro

salto na busca fria desse lado

 

e de tarde, quando o sol ilumina

a parede branca de cal

toda a sublime escuridão termina

mas a penumbra morna é a habitual

 

desse breve instante de alegria

guardo todos os dias um segundo

e quando amanhã for meio-dia

tenho um pouco mais de fé neste mundo

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Imagem

encontra o lugar para guardar

uma vida escondida

de toda a razão válida pela sombra mais pálida

entre mim e a porta aberta

nunca haverá um eclipse

(nem a besta do apocalipse)

só uma amizade que se enxerta

observa

aproveita o ensejo

ilumina a minha sina

corrompe o desejo

enquanto me deito na erva

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Sexta às sete

vasco

tudo o que é amargo

tem sempre algo de doce

mas a isso damos o mundo

tudo o que gostamos

tem um dia uma tempestade

e lavra a ignorância

e nem sempre o mar ao largo

será como nunca o fosse

calmo e fundo

como a alma que amamos

tem dias de inimizade

e outros de circunstância

¯

um copo cheio

esvazia

para chegar ao meio

há que escolher uma via

mas se lá não chegares

há outras para definir

navega em outros mares

que eu vou a seguir

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Dark room

Lamp in a dark room – Aaron Pruzaniec

as gaivotas voam ao sabor

do vento

ou pousam em bando

na areia

a lâmpada acesa faz calor

ou esquecimento

até quando

imita a verdade alheia

tudo o que não escrevo

aparece às escuras

pois nem sempre levo

as folhas mais puras

depois depressa as esqueço

a paixão não tem preço

nem sequer se revela no escuro

mas faz brilhar o coração mais duro

interessante coincidência

ou apenas ilusão

às vezes sim outras não

as teias de circunstância

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Dor doce

sky and shy

queria encontrar

algum lugar

aonde ninguém fosse

uma dor doce

uma formiga no mel

e levar o meu cinzel

para esculpir

ou talvez sorrir

e ali ficar esperando

até quando

a lua morresse

e Saturno aparecesse

sem anéis e sem brilho

rompendo um novo trilho

–  apagar a memória

não fazer parte da história

nem do pó do Universo

apenas um epílogo em verso

(looping around)

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Porém

Sofiane Sylve and Pierre-Francois Vilanoba in Forsythe’s in the middle, somewhat elevated copyright Erik Tomasson

desde sempre que houve

uma onda breve

no caminho da paixão

entre o sim e o não

nunca ditou o talvez

tudo é aquilo que vês

sempre estive no meio

mas não sou a virtude

fecho os olhos e leio

a promessa e a atitude

em cada extremo

há um precipício vago

um vazio que temo

como onda num lago

porém, há coisas que são

meras obras inacabadas

velhas janelas fechadas

ao calor do verão

e se na dificuldade recuas

diz a verdade feroz

ou cala alheia voz

que chora lágrimas tuas

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