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Posts Tagged ‘Interior’

sentado em silêncio, viro as costas ao infinito, donde nada trouxe.

continuar… esse desígnio tão linear, pleno de caminhos, de lágrimas, de sorrisos, de palavras inéditas, de livros fechados, de memórias. entende o entretanto inexplicável, pois breve é alegria material, nas cinzas da lareira apagada.

os laços já são apenas traços, diminuídos pelo vento e pela chuva. concedo o abraço da despedida.

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blu(e)red

Photo on VisualHunt

a cada dia venço uma etapa

nesta capa

de livro fechado

nesta dança sem movimento

nunca tento

saber o passo

 

a cada noite busco o sonho

e nunca ponho

um risco no passado

perdi o pouco que tive

fui embora onde nunca estive

já não há muro para tanto traço

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Photo by Tilman Haerdle on Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

porque foste e me deixaste

aqui sentado

a olhar o céu estrelado

ao ver a chuva cair

lembro-me desse sorrir

das palavras inéditas

que só tu sabias

e que as dizias

como se estivessem escritas

no livro que nunca leste

– e nesta fracção breve do que dou

terei sempre em mim a tua mão

o teu cabelo alvo

e em todos os sonhos que salvo

na noite sem escuridão

serei sempre mais daquilo que sou

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Photo via Visualhunt

o sal que se dissolve

na tua face

arrefece

mesmo depois de um beijo

ou dum abraço

não há espaço

nem ensejo

para entender o vazio que se move

na queda duma folha morta

que preenche a tua porta

e é tudo o que terás

quando o fim ficar para trás

 

 

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algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

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wilt

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Photo credit: San Diego Shooter via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

queria dizer tanto

como se amanhã não existisse nada

queria tanto que não consigo

seguir ao sabor do vento

nada há, cá dentro

que te traga

que me ensine o insondável

aqui sentado na memória, no eclipse invisível

desta fria mão fechada

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máscara

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não, não há em mim mudança

nem riso nem lágrima, apenas eu

que espera e alcança

que guarda o sol no silencioso breu

#

não entendo nem pretendo

escuto mas nem sempre ouço

as palavras e os ritmos em crescendo

já não chego à água do fundo do poço

#

deixem-me lá ser o que sou

é tarde para ser diferente

gosto da quietude onde estou

de ser cometa ausente

#

já perdi o método e a obsessão

ganhei pouco para além do sorriso

mas se um dia me ouvirem dizer: não!

talvez aí já não seja preciso

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