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Posts Tagged ‘Ironias’

essa beleza estranha

que se esconde na incerteza

onde cada lágrima se apanha

numa gota de chuva quente

que se sente na emoção

em nenhum momento de tristeza

(pois ninguém chora nem sente

a redundância de dizer: não!)

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traço contínuo

Vias e veias

Photo on VisualHunt

nas veias correm o sangue e o vento

tudo é desordem

cá dentro

não há estrada sombria

onde passes e sonhes

no momento da partida e da mudança fria

nas pegadas que deixes

ao sabor da chuva

na curva cega

na folha que cai para sempre

todos os dias

para que lembre

de que nada serve a si

pois ninguém perdeu o que já perdi

e as lágrimas vazias

são o eco e a contrição

da prece que sempre se esquece

na areia quente da tua mão

nas ondas calmas onde o passado navega!

 

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numb

Photo credit: hannes-flo on Foter.com / CC BY

caminhei por entre as palavras perdidas

esperei a noite ébria

julguei que te via

mas era apenas a memória

em tantas noites seguidas

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

é nos momentos de partilha e união

que a lágrima é maior que o não

e me sento no chão

olho as estrelas e a lua

e nunca haverá beleza tão nua

que traga uma luz igual à tua

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Photo on Visual Hunt

já lá vai o dia

e nem sempre se promete

nem jura

com lágrimas de alegria

pois só o eco repete

a saudade que nunca dura

¨¨¨¨¨¨¨¨

sentado

perdi a noção e a paixão

que um dia voará a meu lado

 

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Velho a mais na estrada

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Photo via Visual Hunt

foi devagar
que o caminho se fez
mas neste lugar
já não há senha de vez
toda a redenção é amarga
líquida e breve
e se a saída é larga
a carga é leve
o domínio das batalhas
e das espadas
sempre teve lugar numa sebenta
mas atirar ao calhas
subir pelo corrimão das escadas
descansar onde ninguém se senta
e aos cinquenta
a sabedoria acalma
a memória é lenta
modela-se a alma

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Companha

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Photo via Visualhunt.com

queria

ser a luz do dia

o crepúsculo da tarde

a paz da tempestade

todas essas coisas que todos guardam

numa gaveta cheia

num grão de areia

e esquecem a revolta contida

beijam a ferida

que os sonhos saram

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

ao longe tudo parece menos

acordes serenos

da música habitual

que ouves quando há nostalgia

ou se não houver poesia

nos livros que não escreveste

nas entrelinhas que não leste

nessa rotina sem ritual

>

a noite acompanha-me em silêncio

numa brisa cinza

num manto de encanto

mergulho em mais um início

de dias crescentes

e paixões ausentes

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copo vazio

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Photo via Visualhunt

já é tarde

para dar corpo à raiva

sem que ninguém saiba

que a vida nunca guarde

aquilo que não há

dentro dum copo vazio

sujo

partido

breve horizonte ferido

sem lágrimas de sabujo

vénias a mais para compadrio

(…)

deixem-me ser eu e as minhas portas fechadas

as folhas e as memórias perdidas na noite

a lucidez linear das diagonais difusas

o valor incógnito da equação gelada e solúvel

o outono ímpar de outros silêncios tangíveis

a luz imperceptível no firmamento das cinzas quentes

enciclopédia maior de todas as escusas

ébrio de tanta sobriedade

actor sem palco nem bastidores

(…)

por mim não te fascines

toda uma sinfonia desafinada

ainda que imagines

uma abóbora cheia de nada.

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