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Posts Tagged ‘Luz’

passagem

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Photo credit: Community Photography ‘now & then’ via Visual hunt / CC BY-NC

a verdade absoluta das coisas

vem sempre na escuridão

nasce na aurora da paixão

nos sonhos onde sempre poisas

¨¨¨¨¨¨¨¨

disseste um dia

que o vento

era uma alma vazia

agora sou eu

sem talento

que esvazio esse breu

¨¨¨¨

sim, deixa-me dizer não

que não te estenda a mão

só, corda sem nó

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tulips-flowers-nature

Photo via Visual hunt

o passado

é um presente envenenado

o futuro

é um quarto escuro

 

solta os demónios e os sorrisos

 

de que serve a servidão da melancolia

ou a noite ser dia

de que vale a valência menor da indiferença

ou de quem por nós pensa

 

pensamentos utópicos e imprecisos

 

deixa que a tulipa floresça

que a cor que nunca aparenta apareça

e que a sólida solidão nunca te esqueça

 

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rain-after-the-rain-a-drop-of-drop-of-rain-drops

sim

há tanto tempo que me sento

em mim

e deixo que o dia venha

carrego a lenha

e o lume

construo uma paixão sem ciúme

no meu olhar férreo e cinzento

já não sei se são lágrimas, mágoas ou muralhas

de tanto rir e chorar ao calhas

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clover

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

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baraço

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Photo via Visualhunt

se fores capaz de ser

poesia tépida no chão da vida

não basta querer

só o descrente acredita

que um dia poderá ter

uma paz infinita

uma nuvem que faz chover

nos olhos da despedida

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

de que lado se entrega um abraço?

como se desfaz um nó de paz

nas duas pontas dum simples baraço?

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cinco

MINOLTA DIGITAL CAMERA

cinco

sei que sou pó num canto

ou, se tanto

mera palavra reflexa

nessa luz convexa

da vida

da despedida

desilusão escrita nas paredes

água de poucas sedes

âncora do passado

leme do pecado

amora doce do silvado

pica, peca e contradiz o triste fado

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matéria e forma

ides

pela manhã, quando me levanto

o cansaço é tanto

que me deito à sombra de mim

e faço um festim

num rio de palavras revolto

um tigre solto

na água fria do passado

¨¨¨¨

saturado da rotina

dessa crítica sem razão pura

baixo de novo a cortina

guardo no bolso a desventura

vou em busca do lilás

fica a neblina para trás

brilha o azul nublado

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