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Posts Tagged ‘Mãe’

traço contínuo

Vias e veias

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nas veias correm o sangue e o vento

tudo é desordem

cá dentro

não há estrada sombria

onde passes e sonhes

no momento da partida e da mudança fria

nas pegadas que deixes

ao sabor da chuva

na curva cega

na folha que cai para sempre

todos os dias

para que lembre

de que nada serve a si

pois ninguém perdeu o que já perdi

e as lágrimas vazias

são o eco e a contrição

da prece que sempre se esquece

na areia quente da tua mão

nas ondas calmas onde o passado navega!

 

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quando lavras as palavras

e colhes o que não escolhes

que seja o que se deseja

se tiver que ser ao entardecer

e que o vento norte não te traga nem a morte nem a sorte

pois onde houve depois

esta é o que resta

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Photo on Visual Hunt

já lá vai o dia

e nem sempre se promete

nem jura

com lágrimas de alegria

pois só o eco repete

a saudade que nunca dura

¨¨¨¨¨¨¨¨

sentado

perdi a noção e a paixão

que um dia voará a meu lado

 

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acentos reflexos

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Photo on Visual Hunt

por mais que seja a saudade

essa visão que atravessa o espaço

dirá sempre palavras menores

pois nunca a verdade

se desfaz como um laço

num arco-íris sem cores

e é ser maior que o pó

ter tudo e ser apenas só

o fim secreto num banco de jardim deserto

 

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sê a tristeza nos canaviais

a beleza no jamais

desiste sempre que a luz brilha

insiste no que ninguém perfilha

caminha e lembra o começo

desde agora até ao berço

(…)

acorda quando o sonho se dilui

adormece quando a saudade flui

sinto a tua mão quando digo não!

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Photo credit: akigabo on Visualhunt.com / CC BY-ND

vai longa a emoção perdida

a folha caída

fora de tempo

a cada dia um contratempo

tudo contra o momento

as horas passam

os meses escassam

tudo o que tinha

na memória que não era minha

retorna sempre no relento

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

mas a cada dia que esqueço

a poesia que à noite coagula

e tudo o resto que não mereço

por fraco que seja o pecado da gula

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sentado em silêncio, viro as costas ao infinito, donde nada trouxe.

continuar… esse desígnio tão linear, pleno de caminhos, de lágrimas, de sorrisos, de palavras inéditas, de livros fechados, de memórias. entende o entretanto inexplicável, pois breve é alegria material, nas cinzas da lareira apagada.

os laços já são apenas traços, diminuídos pelo vento e pela chuva. concedo o abraço da despedida.

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on a day of distrust

you must

reach your hand

and stand

on the shore

waiting for the day that gone before

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o dia a mais

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Photo on Visual hunt

já há flores amarelas

(mais que ontem)

menos cortinas nas janelas

por mais que as contem

nunca serão linhas de poesia

nem manhãs de maresia

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Photo by Tilman Haerdle on Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

porque foste e me deixaste

aqui sentado

a olhar o céu estrelado

ao ver a chuva cair

lembro-me desse sorrir

das palavras inéditas

que só tu sabias

e que as dizias

como se estivessem escritas

no livro que nunca leste

– e nesta fracção breve do que dou

terei sempre em mim a tua mão

o teu cabelo alvo

e em todos os sonhos que salvo

na noite sem escuridão

serei sempre mais daquilo que sou

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