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Posts Tagged ‘Mãe’

limitar

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Photo via Visual hunt

há sempre um limite

num longo ocaso

seja no fim ou no início

no silêncio dum precipício

numa resposta com atraso

que o esquecimento nunca hesite

numa redoma feita de espinhos

no que foi e nunca mais será

do que sobra do que ninguém terá

todos juntos e todos sozinhos

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esquecimento

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Photo credit: Rainshift – http://www.rainshift.com via Visual hunt / CC BY

o nosso mundo

é um segundo

de cada vez

– só tu o vês

e inundas –

das coisas mais profundas

como perder e seguir

como chorar e sorrir

e amanhã é outro dia

uma sala vazia

que preenches com uma dança

e um sonho que ninguém alcança

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Pavio

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Photo via VisualHunt.com

 

És uma candeia ao canto do quarto
Às vezes longe, às vezes perto.
Trazes o brilho e a coragem,
Demonstras a fé nesta viagem…

– E eu estou aqui deitado,
Às vezes ao frio, às vezes tapado
(cresce em mim a tempestade)
– Aqueço assim a saudade.

E no frio desta caverna
Húmida e teimosamente eterna,
Pingo a pingo, hoje, amanhã e depois,
Lembro as vidas que não tivemos os dois.
Apenas este pavio
Veio acalmar este frio
Nas mãos, na mente e na alma.
Uma voz suave que acalma…

Cêra.
Quimera.
Sonho.
Coração tamanho.

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Após eu

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Fall on you

se a vida te espreme

e não há sumo

se a dor te queima

e não há fumo

a esperança treme

e a lágrima teima

vai e busca a lenha

e o garrote

mesmo que ninguém tenha

outra rima e outro mote

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Photo via Visual hunt

um copo de vinho

para encontrar o caminho

um copo de água

para esquecer a mágoa

um passo em falso

cada degrau é demais

levanta-te, ou um dia cais

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Photo via Visual Hunt

do outro lado apenas silêncio e emoção

aquilo que é o lema e a paixão

cá deste

nada mais que um vazio abissal

um mar sem sal

sempre neste

fugir do vento e das borboletas

encher de vazio as gavetas

(…)

podia acabar a noite e o abraço

podia vir também a raiva contida

o tremer das pernas a cada passo

só depois se saberia a razão de nada haver nesta vida

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cinco

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cinco

sei que sou pó num canto

ou, se tanto

mera palavra reflexa

nessa luz convexa

da vida

da despedida

desilusão escrita nas paredes

água de poucas sedes

âncora do passado

leme do pecado

amora doce do silvado

pica, peca e contradiz o triste fado

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