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Posts Tagged ‘Mãe’

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Photo via Visualhunt

o sal que se dissolve

na tua face

arrefece

mesmo depois de um beijo

ou dum abraço

não há espaço

nem ensejo

para entender o vazio que se move

na queda duma folha morta

que preenche a tua porta

e é tudo o que terás

quando o fim ficar para trás

 

 

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de grau

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Photo credit: akigabo via VisualHunt / CC BY-ND

a vida

e as suas cores

as suas dores

sombras e luzes

breve, conexa, oscilante, de fugida

de todas as formas que a uses

– será que a vontade suplanta a saudade?

¨¨¨¨¨¨¨

e vem o Outono

e as folhas caem

ao abandono

todas as lágrimas saem

por um simples beijo na testa

na cama desfeita depois da sesta

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algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

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sem título, sem capítulo

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Photo credit: MaryScheirer via VisualHunt.com / CC BY-NC-SA

tudo o que sei doar

tudo o que faz doer

rompe a ilusão dada

é a fusão

seria a estrada

perdi o rumo e a razão

resta o vento, a lágrima e a saudade

desta incerteza de chegar tarde

 

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wilt

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Photo credit: San Diego Shooter via VisualHunt.com / CC BY-NC-ND

queria dizer tanto

como se amanhã não existisse nada

queria tanto que não consigo

seguir ao sabor do vento

nada há, cá dentro

que te traga

que me ensine o insondável

aqui sentado na memória, no eclipse invisível

desta fria mão fechada

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Photo via Visual Hunt

 

não há árvore

onde a sombra sempre dure

nem noite inteira que se divida

jamais haverá uma palavra certa

na areia duma praia deserta

guardar cá dentro as lágrimas da despedida

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limitar

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Photo via Visual hunt

há sempre um limite

num longo ocaso

seja no fim ou no início

no silêncio dum precipício

numa resposta com atraso

que o esquecimento nunca hesite

numa redoma feita de espinhos

no que foi e nunca mais será

do que sobra do que ninguém terá

todos juntos e todos sozinhos

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