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Posts Tagged ‘Poesia’

espero o meu companheiro vento

para me levar para longe das emoções

voando ao sabor da sua voz

ouço a melodia sem lamento

guardadas que estão todas as paixões

na tristeza soberana que há em nós

¨

quando me deixas cair

sou um leve abraço colorido

que nada seja senão uma lembrança

da luz que há nesse sorrir

tudo o mais já não faz sentido

morta que foi toda a esperança

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num dia qualquer

não haverá medo nas palavras

feitas em gotas de prazer

saindo brancas e seguras

.

descobres uma expressão conhecida

nesta gasta e branca face

e insistes na mão estendida

como se a Primavera chegasse

.

guarda essa flor selvagem

até que a cor esvaneça

não vejas nela a imagem

do mérito que não mereça

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Opacidade

pausa

arrefecer por cansaço

nunca buscar a causa

por calar aquilo que faço

:

cortar

tirar o excesso

dizer tudo sem pensar

vantagens que nunca peço

»

resiste

enfrenta o avanço

e quando o cansaço existe

alimenta o teu descanso

#

penumbra

retorno

sombra

dia morno

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ao contrário de tudo

a calmaria da água corrente

fala e diz o que sente

na rota dum caminho agudo

_

não há glória sem ausência

saber que seja inato

prazer que não venha do tacto

vitória sem insistência

¨

desvanecer

numa tela por pintar

num rio por navegar

assim é o meu querer

\/

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Soneto antigo

fall


Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algu~a cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

                        Luís de Camões

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o que resta

Death leaves Us homesick, who behind,
Except that it is gone
Are ignorant of its Concern
As if it were not born.

Through all their former Places, we
Like Individuals go
Who something lost, the seeking for
Is all that’s left them, now—

EMILY DICKINSON

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Retrocesso

searanão me chegam os dias de sombra

austera

e aqueles que já ninguém lembra

dão-me paixão sincera

duvido que haja perdão

para esquecer quem disse não

sabendo que ao fazê-lo

destruiria o breve apelo

nem sempre a luz te ilumina

nem sempre a noite te guarda

e quando a cortina é parda

além dela nada se destina

sente o recuar da maré

diferente do que amanhã é

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