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Posts Tagged ‘Poesia’

ao contrário de tudo

a calmaria da água corrente

fala e diz o que sente

na rota dum caminho agudo

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não há glória sem ausência

saber que seja inato

prazer que não venha do tacto

vitória sem insistência

¨

desvanecer

numa tela por pintar

num rio por navegar

assim é o meu querer

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Soneto antigo

fall


Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Algu~a cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

                        Luís de Camões

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o que resta

Death leaves Us homesick, who behind,
Except that it is gone
Are ignorant of its Concern
As if it were not born.

Through all their former Places, we
Like Individuals go
Who something lost, the seeking for
Is all that’s left them, now—

EMILY DICKINSON

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Retrocesso

searanão me chegam os dias de sombra

austera

e aqueles que já ninguém lembra

dão-me paixão sincera

duvido que haja perdão

para esquecer quem disse não

sabendo que ao fazê-lo

destruiria o breve apelo

nem sempre a luz te ilumina

nem sempre a noite te guarda

e quando a cortina é parda

além dela nada se destina

sente o recuar da maré

diferente do que amanhã é

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asas ao vento

romã

 

no resto das contas e das vitórias

há algo que sempre sobra

povoam para sempre memórias

e fica a voz de quem cobra

 

numa corrente quente

numa alegria vazia

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as árvores morrem, os sonhos também

as árvores morrem, os sonhos também

diria que acabou

que a porta se fechou

por razão da desistência

por falta de insistência

 

reconhecer o que está errado

não estender o cajado

dizer o que sempre se disse

fez com que a àrvore morresse

 

partilhar o branco e o preto

pode ser o mais correcto

se tiver onde deixar

o mocho para me sentar.

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Ponte em final de tarde de Dezembro

Abre um buraco na terra, lentamente

Deixa que o movimento contínuo se dissolva

Como se amanhã a rotina ficasse ausente

Numa expectativa que a sombra fresca resolva

.

Cobre as raízes com a terra solta

Aquela que um dia será parte de nós

Rega com água da fonte, tudo à volta

E os grãos soltos não ficarão sós

.

Verás com prazer o seu crescimento lento

(todas as semanas a copa aumenta um pouco)

Ouvirás a cantiga das folhas ao sabor do vento

.

Mesmo que não tenha flores nem frutos

Alimentada pela ráiz e pelo mundo louco

Ficará como estátua feita por muitos

.

Ao final do dia quando o horizonte fica vermelho

Alisa a terra onde me ajoelho

Retirando ervas daninhas que teimam

Para que amanhã ao nascer

Quando os raios de sol as queimam

Haja vontade de viver.

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Uns e outros

 

 

Dente

Basta uma brisa leve de leste

Para fazer subir sem pressa

A vida e a luz que acendeste

Quando a direcção que seguias não era essa

 

Dizer que a boa nova é sempre bem vinda

Mesmo que seja ferida aberta de outrora

Quando não cicatrizou

Ainda!

Para quê querer abri-la agora

Se a paz em ti nunca sarou

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Descobrir ar-o-mas

damascus.

O primeiro

plano em que se revela a realidade escondida-

Sentes a sua presença desde Janeiro

Mas distingues apenas ao longe o sentido da vida

.

Se houver luz

Se não houver quem nos

diga que é afinal

um reflexo natural

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Ama_relo

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah, they were all yellow.

I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do,

And it was called Yellow.

So then I took my turn,
Oh what a thing to have done,
And it was all Yellow.

Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so.

I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do.
‘Cos you were all yellow,

I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all yellow.

Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
For you I’d bleed myself dry,
For you I’d bleed myself dry.

It’s true, look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine for…
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine…

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do.

 

 

 Inexplicavelmente perdida na bruma
Só por ter escolhido o caminho certo
Quando a paisagem é só uma
O fim fica sempre mais perto
                  
E se houver algo que te guie
Recorda-o sempre 
Em cada madrugada que se inicie

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