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Posts Tagged ‘varrer’

tulips-flowers-nature

Photo via Visual hunt

o passado

é um presente envenenado

o futuro

é um quarto escuro

 

solta os demónios e os sorrisos

 

de que serve a servidão da melancolia

ou a noite ser dia

de que vale a valência menor da indiferença

ou de quem por nós pensa

 

pensamentos utópicos e imprecisos

 

deixa que a tulipa floresça

que a cor que nunca aparenta apareça

e que a sólida solidão nunca te esqueça

 

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Estrada de Santo

a poeira
que a caminhada semeia
e que a vida enleia
nunca esconde
o lugar onde
a dificuldade esgueira
dedica a prece
a quem merece
na vida inteira

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faz parte
desta solidão colorida
de noite ou de dia
não entendo o brilho da arte
o sentido da vida
a escuridão onde ia
voei
chorei
deixei
desisti
não de ti
mas parti
queria o final da viagem
o teu beijo
um simples desejo
a luz na paisagem

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não há espaço
onde conter juízos determinados
piões sem corda
faz-se silêncio na horda
choram os soldados
não há braços para o abraço
ninguém diz que é feliz
se a rotina é uma cortina

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Dia de ir e voltar

a atitude mortiça
um dia tem retorno
maldita preguiça
num fim de tarde morno
já é tempo da fresca brisa
de mudar de camisa
ver as estrelas
ouvir o piar da coruja
se não quiseres vê-las
terás sempre a vida suja
e nem a virtude precisa
deve ser uma fé tão lisa

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Raiz sem alma

não se agrada ao satisfeito
a que tudo é suficiente
balas no teu peito
estima ausente
implícito no silêncio opaco
voa do ramo mais alto
fazer do forte, humilde fraco
a esse intento sempre falto
       errar não é defeito
       nem falta de jeito
       é falta de brio
       tempo vazio

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fico aqui neste canto
onde há água fresca
e paz
só porque estou sem ti
sem o teu seixo polido
e as aves dormem
na sua árvore de folhas ao vento
onde não há amargura
vícios caducos
de manhã vem a loucura
e a rotina cinzenta
mas é a necessária
a que tu não pediste
mas sobes os degraus
para a decisão solitária
a que o medo resiste

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