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Posts Tagged ‘Venenos’

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Photo on Visual Hunt

na escuridão onde nada há

tudo se conquista

mesmo que a vontade que dista

entre o medo e a revolta

não seja senão a escolta

que guarda as palavras finais

como quem espera no cais

o nascer do sol de todos os dias

que era quando esquecias

a distância de um até já!

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Claimer

de que servem as visitas e vistas sem nada para trocar? vocês que carregam num botão ou tecla só por que há um quê que vos toca, um reflexo que imaginam, uma interpretação que não pretendem: não me entendam, não me sigam, não se enfatizem, não sejam um número, sejam ausentes no meu silêncio…

visitas fazem-se onde o passado se perdoa, onde o azedo se torna doce e a paixão se dilui no sarcasmo opaco!

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Photo via Visual hunt

um copo de vinho

para encontrar o caminho

um copo de água

para esquecer a mágoa

um passo em falso

cada degrau é demais

levanta-te, ou um dia cais

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escada

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Photo credit: Stanley Zimny (Thank You for 16 Million views) via Visualhunt.com / CC BY-NC

imenso é o espelho onde o silêncio reflecte

degraus gastos

sentimentos nefastos

lábios secos, puros e castos

e essas palavras repetidas todos os dias

as mãos vazias

sem valor de frete

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Fel

quem dera que o pó cobrisse as entranhas do medo

esse medo que ri

e que encontra moedas gastas debaixo das pedras polidas

ontem parecia o fim da muralha ancestral

de tantos anos de amargura

amargura mestre de armas rombas

mas de novo os duendes pobres manifestaram a sua indiferença

diferente de tudo o que sobra ao final do dia

um encontro entre o nada e o vazio

remédio insano

verdade crua

lágrima nua

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essa estrada
amarga
que o tempo deixou marcada
memória sem carga
para quê sofrer tantos anos
cada dia um sacrifício
viver de enganos
apenas desdenhar do início
sigo atrás de tudo o que me diz
a razão
a emoção
a ilusão
a dedicação
ninguém me deu o que quis
nesse impulso que não fere
a alma quer
ainda que alguém chore
e o coração pare
até esta estrada ser a tua
ficarei na berma à luz da lua

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Embargo

se não entendes a minha vida
nunca entenderás a minha morte
pois levarei a minha sorte
a minha poesia esquecida
e no meio das folhas
que caem no Outono
das árvores
nunca jures
nunca sejas dono
da verdade e das escolhas
a minha fé é apenas isso
uma mão fechada
um esquisso
uma longa estrada

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Justo

(…)
coma
a soma
de tanta carga justa
custa
e é indesejo
bocejo
partilha díspar
remorso de par em par
não digas
não sigas
ideias antigas
(…)
passo a passo
grão a grão
virá tarde o abraço
veio cedo a solidão
(…)
e só a lua me sorri
e só o mármore frio me escuta
e só a tua alma me perdoa
ainda que doa
a luta
e a paixão onde morri
a custo
combate injusto

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não há espaço
onde conter juízos determinados
piões sem corda
faz-se silêncio na horda
choram os soldados
não há braços para o abraço
ninguém diz que é feliz
se a rotina é uma cortina

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conquistei espaço no céu estrelado
mas foi num dia sem destino
um livro fechado
palavras sem tino
perdi e não lutei
fiquei sentado e triste
ainda assim sei
que a memória existe
e a vitória sem mágoa
essa simples conquista
de salvação sem tábua
de palco sem artista
virá nas asas dum sonho
no fogo onde as mãos ponho 

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