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Posts Tagged ‘Venenos’

Justo

(…)
coma
a soma
de tanta carga justa
custa
e é indesejo
bocejo
partilha díspar
remorso de par em par
não digas
não sigas
ideias antigas
(…)
passo a passo
grão a grão
virá tarde o abraço
veio cedo a solidão
(…)
e só a lua me sorri
e só o mármore frio me escuta
e só a tua alma me perdoa
ainda que doa
a luta
e a paixão onde morri
a custo
combate injusto

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não há espaço
onde conter juízos determinados
piões sem corda
faz-se silêncio na horda
choram os soldados
não há braços para o abraço
ninguém diz que é feliz
se a rotina é uma cortina

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conquistei espaço no céu estrelado
mas foi num dia sem destino
um livro fechado
palavras sem tino
perdi e não lutei
fiquei sentado e triste
ainda assim sei
que a memória existe
e a vitória sem mágoa
essa simples conquista
de salvação sem tábua
de palco sem artista
virá nas asas dum sonho
no fogo onde as mãos ponho 

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ergam as palavras lisas
sem capa
subterfúgio para almas diferentes
e não serão precisas
linhas no mapa
unidas e dolentes

de manhã há menos luta
a neblina traz paz e contradição
só o semblante refuta
essa trégua na lição
os peixes, as aves e as formigas
não são exemplos que sigas

a fantasia fácil
tem a morte e a sorte
envenena como um doce dócil

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:52

a caminho de alguma coisa que tem vaga

ideia

que se constrói no fio de uma adaga

na espuma da maré cheia

essa que te chama

sem melodia

nem fama

de plateia vazia

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Burnout

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nada me infecta

tudo me afecta

só porque tracei uma recta

vou onde há falha

no que calha

só porque o coração trabalha

fico calado

no meu fado

de letra e brado

porque disse um dia

que tudo faria

para ficar onde ninguém ia

sou eu

não é o breu

nem o sentimento ateu

e há em mim toda uma inebriante vontade

de saltar para a corrente da irresponsabilidade

mentindo sempre com o doce amargo da verdade

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o vento e as suas vias

traz tantas alegrias

e tristezas

mas não se pagam as certezas

com essa vaidade impoluta

na terra enxuta

nada germina

nem o futuro se imagina

e se esta realidade paralela

se afunda como um barco sem vela

desisto e vou a pé

se o caminho me levar até

ao fundo

ao fim do mundo

ao princípio da coisa

ao ramo morto onde o abutre poisa

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