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Posts Tagged ‘Vermelho’

apagam-se as linhas
e os erros binários
todas as conquistas que tinhas
são agora defeitos diários
feridas
sementes sem terra
caminho árduo na serra
ideias rudes
velhas virtudes
erguidas
parece fácil dominar o fim
acabou tudo aquilo que não sou
difícil é sangrar o sim!

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A poesia não se entrega a quem a define.”
Mário Quintana

 

se te debates com a multidão

essa que vive à sombra do presente

da responsabilidade ausente

(que importa o não?)

esse frágil momento de luxúria

perdido na luz efémera duma estrela cadente

ou num qualquer eco colorido e quente

lágrimas de frustração e fúria

falha a razão

amanhã se verá

o âmago da questão

ou de tanta vaidade que em ti não há

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Sombras e base

quase como peixe
preciso de engodo
mas há quem o deixe
na areia e no lodo

dizem que as lágrimas
têm sal
e lavam a alma
choro
sobre o que da vida não sei
neste ocaso opaco

não deixarei o passado
para trás
esse fiel escudeiro desalinhado
é tudo o que aqui me traz

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Entre tanto

lentamente vou gritando
só para que a voz
não trema
e perca o lema
de falar a sós
com o mundo girando

busco a forma rápida
sem dor nem sequer amor
com tempo para a despedida

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Ferrolho

quando se fecha a porta do quarto
liberta-se o que não se deve
de tudo tão farto
que o pesado fica tão leve

e desejo mas não consigo
e imagino demais o fim
e quero depressa o abrigo
e que se esqueçam de mim

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No outro lado

image

os dias têm todos os erros
juntos num canto
lixo que ninguém junta
precipitam-se num precipício
e sobem,
de novo, numa corrente quente
ascendente
sento-me no soalho
odeio este trabalho
de ser valente
aos olhos dos que nada sabem
depois é tarde
demasiado tarde
para ser covarde

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Esse dia chegará

esta terra que piso
será um dia o meu esplendor
guardará sem fé nem lágrimas
estas máximas
este odor
este crepúsculo liso
… … …
partiria já
na corrente fria do vento
sem lamento
isento
da rotina que aqui há
… … …
lanças agora a corda
gasta, laça e nefasta
antes de sonhar… acorda

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