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Posts Tagged ‘Vida’

Sweet Potato Vine

de tudo o que se veste o passado

jaz e traz escuridão

desbotado

onde renasce a tua mão

¨¨¨¨¨¨¨¨

e no silêncio onde me escondo

não há cor nem contraste

será sempre redondo

o espaço que deixaste

¨¨¨¨¨¨

encontrar as palavras e as memórias doces

numa pausa embriagada

não é nada

é apenas a estrada

onde eu ia se tu fosses

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sê a tristeza nos canaviais

a beleza no jamais

desiste sempre que a luz brilha

insiste no que ninguém perfilha

caminha e lembra o começo

desde agora até ao berço

(…)

acorda quando o sonho se dilui

adormece quando a saudade flui

sinto a tua mão quando digo não!

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fading

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ser memória ou guardar

ser cor ou cinza

quando o fim ecoa o princípio

falta sempre a satisfação inebriante

de deixar aroma e abraço

de ser lágrima e alegria

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beach-sunrise-ocean

Photo on Visual Hunt

na escuridão onde nada há

tudo se conquista

mesmo que a vontade que dista

entre o medo e a revolta

não seja senão a escolta

que guarda as palavras finais

como quem espera no cais

o nascer do sol de todos os dias

que era quando esquecias

a distância de um até já!

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Photo credit: akigabo on Visualhunt.com / CC BY-ND

vai longa a emoção perdida

a folha caída

fora de tempo

a cada dia um contratempo

tudo contra o momento

as horas passam

os meses escassam

tudo o que tinha

na memória que não era minha

retorna sempre no relento

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

mas a cada dia que esqueço

a poesia que à noite coagula

e tudo o resto que não mereço

por fraco que seja o pecado da gula

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armas e outras linhas

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Photo on VisualHunt

todos os dias

as horas passam

o tempo passa

numa exposição lenta

como linhas numa sebenta

e nesta alegria escassa

os anjos dançam

as minhas silenciosas melodias

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Photo by Tilman Haerdle on Visualhunt.com / CC BY-NC-ND

porque foste e me deixaste

aqui sentado

a olhar o céu estrelado

ao ver a chuva cair

lembro-me desse sorrir

das palavras inéditas

que só tu sabias

e que as dizias

como se estivessem escritas

no livro que nunca leste

– e nesta fracção breve do que dou

terei sempre em mim a tua mão

o teu cabelo alvo

e em todos os sonhos que salvo

na noite sem escuridão

serei sempre mais daquilo que sou

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conjuntiva

Lack

Photo by that guy named Rob on Visual hunt / CC BY-NC-SA

 

se pudéssemos tomar posse

de nós mesmos

ir para lá do nascer do sol

indiferentes à matéria inerte da abastança

a condição primária da dança

da lágrima emocionada

na face da memória apagada

o silêncio duma lareira em cinzas

e de tantas outras coisas

que são de menos, negativas

poderíamos ser então os dedos entrelaçados

da mão

do não

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trinta e tal

fui e vi tudo outra vez

o que toda a gente fez

disse o que era e o que bebi

o que não vivi

o que sempre soube o que era o fim

o que nunca disse sobre mim

todo este vazio que me apodera

até ao sol quente da Primavera

resplandece

aquece

na conquista primária da vida

esquecida

onde a cada passo volta a esperança

da descoberta repentina nas mãos nuas duma criança

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um poço vazio

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Photo by kenmainr on Visual hunt / CC BY-NC-SA

todos os dias

e noites sem fim

guardo as alegrias

que já houve em mim

escondo o medo numa gaveta cheia

já nada me rodeia

a linha do horizonte é vertical

as lágrimas já não têm sal

nem lenço

mas ainda penso

que estás à minha espera, numa qualquer Primavera

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