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Posts Tagged ‘Closer to the edge’

Photo on Visualhunt.com

quando transformas as memórias em beleza azul

levadas pelo vento

que sopra de qualquer sul

quebra-se o momento

em que esqueces

tudo o que já mereces

por mais que murmures preces

de uma fé perdida

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

o que tens é o que importa

ainda que nada seja

mais que uma folha morta

uma luz que ninguém veja

nas sombras desta vida

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ao longe

Photo on Visual hunt

longos são os dias

que sobem e param

e onde perdias

as lágrimas que te guardam

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

já não há esperança

na voz que nunca alcança

o silêncio do vácuo

o brilho do fogo-fátuo

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

já não há lume

que acenda

a via láctea

onde um dia iremos

ser nós

a voz

dos extremos

da melodia

do perfume

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Photo on Visual Hunt

há sempre um suspiro perdido no peito

uma andorinha sem jeito

em busca da Primavera

há sempre algo no fundo duma arca

uma paixão parca

que um dia foi sincera

e depois vem a ventania

um por-do-sol no fim do dia

e uma lágrima que se encontra na memória

e um ombro amigo para ouvir a história

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essa beleza estranha

que se esconde na incerteza

onde cada lágrima se apanha

numa gota de chuva quente

que se sente na emoção

em nenhum momento de tristeza

(pois ninguém chora nem sente

a redundância de dizer: não!)

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ser nada para lá da escuridão

o que se busca é apenas sentir

o vazio

o sonho sem paixão

e tudo o que nunca há-de vir

num abraço ténue e macio

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tree-fog-forest-nature-landscape-mist-light

Photo on Visualhunt

 

leaving all the light behind

out of sight

out of mind

when the dark has no meaning

all the letters are lost

and the spiders are singing

their song in the mist

where the hands got blind

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Sweet Potato Vine

de tudo o que se veste o passado

jaz e traz escuridão

desbotado

onde renasce a tua mão

¨¨¨¨¨¨¨¨

e no silêncio onde me escondo

não há cor nem contraste

será sempre redondo

o espaço que deixaste

¨¨¨¨¨¨

encontrar as palavras e as memórias doces

numa pausa embriagada

não é nada

é apenas a estrada

onde eu ia se tu fosses

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numb

Photo credit: hannes-flo on Foter.com / CC BY

caminhei por entre as palavras perdidas

esperei a noite ébria

julguei que te via

mas era apenas a memória

em tantas noites seguidas

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

é nos momentos de partilha e união

que a lágrima é maior que o não

e me sento no chão

olho as estrelas e a lua

e nunca haverá beleza tão nua

que traga uma luz igual à tua

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black-and-white-image-of-stump-cross-section

Photo via on VisualHunt.com

 

rivers to cross, numbers to forget, something to quit, face to wet, eyes to close, circles to break, errors to take, nights to wake.

another shot on a grey day, so many pains to dry and no stars in the sky…

let it burn, out!

 

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sunset-sunrise-dawn-dusk-horizon-ocean-scene

Photo on VisualHunt

quando lavras as palavras

e colhes o que não escolhes

que seja o que se deseja

se tiver que ser ao entardecer

e que o vento norte não te traga nem a morte nem a sorte

pois onde houve depois

esta é o que resta

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