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Posts Tagged ‘Closer to the edge’

passagem

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Photo credit: Community Photography ‘now & then’ via Visual hunt / CC BY-NC

a verdade absoluta das coisas

vem sempre na escuridão

nasce na aurora da paixão

nos sonhos onde sempre poisas

¨¨¨¨¨¨¨¨

disseste um dia

que o vento

era uma alma vazia

agora sou eu

sem talento

que esvazio esse breu

¨¨¨¨

sim, deixa-me dizer não

que não te estenda a mão

só, corda sem nó

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Photo via VisualHunt.com

agora

a noite é vaga

que a mão a traga

onde a memória não floresce

e a cortina se feche

agora

que há carreiro de formiga

a semente brava que o diga

quando o vento falha

e a sorte não calha

agora

acabou a luta

só há roupa enxuta

aroma e poema

dúvida e dilema

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slow tempo

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Photo via VisualHunt.com

Abre um buraco na terra, lentamente

Deixa que o movimento contínuo se dissolva

Como se amanhã a rotina ficasse ausente

Numa expectativa que a sombra fresca resolva

.

Cobre as raízes com a terra solta

Aquela que um dia será parte de nós

Rega com água da fonte, tudo à volta

E os grãos soltos não ficarão sós

.

Verás com prazer o seu crescimento lento

(todas as semanas a copa aumenta um pouco)

Ouvirás a cantiga das folhas ao sabor do vento

.

Mesmo que não tenha flores nem frutos

Alimentada pela ráiz e pelo mundo louco

Ficará como estátua feita por muitos

.

Ao final do dia quando o horizonte fica vermelho

Alisa a terra onde me ajoelho

Retirando ervas daninhas que teimam

Para que amanhã ao nascer

Quando os raios de sol as queimam

Haja vontade de viver.

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o sol sem eira

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Photo via Visualhunt.com

julguei um dia que o combate

era uma forma de arte

fui à luta e não morri…

mesmo perdendo sorri

pois só assim vês o que vale a pena

o momento exacto de sair de cena

nos bastidores respiras

e todas as máscaras tiras

até seres uma mão aberta

as entrelinhas dum poeta

feito de nostalgia e vento

diluído no firmamento

onde há estrelas e nebulosas

silêncio de tantas prosas!

¨¨¨¨¨¨

se um dia

podia

ser essa metade inteira

agora sou

o lugar onde não estou

o sol sem eira

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Photo via Visual hunt

o passado

é um presente envenenado

o futuro

é um quarto escuro

 

solta os demónios e os sorrisos

 

de que serve a servidão da melancolia

ou a noite ser dia

de que vale a valência menor da indiferença

ou de quem por nós pensa

 

pensamentos utópicos e imprecisos

 

deixa que a tulipa floresça

que a cor que nunca aparenta apareça

e que a sólida solidão nunca te esqueça

 

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Venus Setting

Photo credit: DeeAshley via Visualhunt.com / CC BY-NC

 

(…)

In you the wars and the flights accumulated.
From you the wings of the song birds rose.

You swallowed everything, like distance.
Like the sea, like time. In you everything sank!

(…)

The Song of Despair
Pablo Neruda

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Deixa

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Photo via VisualHunt.com

 

se o futuro

é um caminho escuro

e o momento

é um tormento

sê o que sempre serei

a aurora sem rompante

a espada sem cavaleiro andante

as lágrimas que nunca chorei

deixa-me seguir o caminho

sozinho

ninguém aguenta

esta tormenta

de ser, viver e morrer

 

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