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Archive for Setembro, 2013

Seja como se não fosse

hoje jurei sob uma árvore morta
que iria esquecer o mês seguinte
mas se a morte não se exorta
a poesia é um velho requinte
_
sempre foi mais visão
que desejo
longe do coração
há laços que não vejo
_
um dia sempre igual
cinzento a cada momento
nas linhas dum ritual

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Logo que passe a ilusão

era uma estrela
sem constelação
nem só eu conseguia vê-la
mas era uma forte ilusão
   teve a fortuna azeda
   de dar e seguir em frente
   partiu numa chuva de seda
   a mortalha dum amor ausente
o caminho acabou
a erva cresceu
nada mais restou
que um arco-íris de breu
    nasceu um desistente
    de raiva contida
    e alegria ausente
    pelas lavras da vida

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Mondays

pensar antes

e falhar

ser pisado por gigantes

e riscar

de onde vem a certeza

de nada saber por inércia

de ruir na eficácia

e não enfrentar a beleza

não há um dia sequer

que colha um malmequer

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Monólogo

já passou a tempestade
a idade
a fé
pé ante pé
o sono
o cão sem dono
e na sentença do juiz
há olhos fechados
uma árvore sem raiz
um coração partido aos bocados
as folhas vão caindo
sem que haja chão ou terra
no trivial vamos indo
quem não tenta não erra
diferentes causas
mesmo fim
longas pausas
num banco de jardim
hoje já é deixa de ontem
amanhã aguarda vez
os dias são de quem vem
molhado com tantos porquês
esgota-se a dimensão
para uns é sim, para outros não

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Súbito

tão hostil
como uma flor perene
a coroa é um funil
não o halo de um gene
       dizer e não fazer
       se fosse fácil era passado
       para amargo há o perder
       o que  se vê noutro lado

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Ao sabor do vento

pousar

repousa

dá a alguém uma breve vitória

ou o início de uma história

nada ou nenhuma coisa

lá do alto vê-se a estrada

e a morte

a lâmina afiada que fez o corte

a viela duma vida parada

há ciclos indefinidos na frequência

arcos circunflexos

luzes, sombras e reflexos

mistérios solúveis pela ciência

mas neste dia houve amizade

telas pintadas

palavras ousadas

voos baixos pela cidade

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Rosa de Outono

gostava de saber quanto
há de frio e noite
num ensaio
na filosofia menor da idade
na falsa alegria do espanto
se tudo é amor e açoite
nas dúvidas em que caio
sem saber se é cedo ou tarde

       já não há rosas
       no meu quintal
       nem prosas
       que tenham sal

foi mais um pássaro que partiu
não tenho sementes nem espaço
quem não leu nem viu
o lado errado do abraço
a tangente fria
e o palhaço que não ria

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