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ao longe

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longos são os dias

que sobem e param

e onde perdias

as lágrimas que te guardam

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

já não há esperança

na voz que nunca alcança

o silêncio do vácuo

o brilho do fogo-fátuo

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

já não há lume

que acenda

a via láctea

onde um dia iremos

ser nós

a voz

dos extremos

da melodia

do perfume

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Photo on Visual Hunt

há sempre um suspiro perdido no peito

uma andorinha sem jeito

em busca da Primavera

há sempre algo no fundo duma arca

uma paixão parca

que um dia foi sincera

e depois vem a ventania

um por-do-sol no fim do dia

e uma lágrima que se encontra na memória

e um ombro amigo para ouvir a história

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essa beleza estranha

que se esconde na incerteza

onde cada lágrima se apanha

numa gota de chuva quente

que se sente na emoção

em nenhum momento de tristeza

(pois ninguém chora nem sente

a redundância de dizer: não!)

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traço contínuo

Vias e veias

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nas veias correm o sangue e o vento

tudo é desordem

cá dentro

não há estrada sombria

onde passes e sonhes

no momento da partida e da mudança fria

nas pegadas que deixes

ao sabor da chuva

na curva cega

na folha que cai para sempre

todos os dias

para que lembre

de que nada serve a si

pois ninguém perdeu o que já perdi

e as lágrimas vazias

são o eco e a contrição

da prece que sempre se esquece

na areia quente da tua mão

nas ondas calmas onde o passado navega!

 

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tree-fog-forest-nature-landscape-mist-light

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leaving all the light behind

out of sight

out of mind

when the dark has no meaning

all the letters are lost

and the spiders are singing

their song in the mist

where the hands got blind

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vestir

clouded-sunsets-fogging

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o demónio sem chama

a alma uma névoa

a conjunção da transparência nua

o ódio que ninguém ama

a ave que nunca voa

a paixão que não é a tua

¨¨¨¨¨¨¨¨

veste apenas o fim do dia

como se fosse o raiar dum sorriso

o brilho duma melodia

um abraço que nunca é preciso

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leaf-grey-overcast-dead-autumn-cloudy-sky-gray

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o sal que se dissolve

na tua face

arrefece

mesmo depois de um beijo

ou dum abraço

não há espaço

nem ensejo

para entender o vazio que se move

na queda duma folha morta

que preenche a tua porta

e é tudo o que terás

quando o fim ficar para trás

 

 

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algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

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Sou isso, enfim

Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,

Ou metade desse intervalo, porque também há vida…

Sou isso, enfim…

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulho de chinelas no corredor.

Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.

É um universo barato.

s.d.

Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).

– 124.

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step-rails-staircase

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um copo de vinho

para encontrar o caminho

um copo de água

para esquecer a mágoa

um passo em falso

cada degrau é demais

levanta-te, ou um dia cais

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