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Posts Tagged ‘Horizon’

 

sê a tristeza nos canaviais

a beleza no jamais

desiste sempre que a luz brilha

insiste no que ninguém perfilha

caminha e lembra o começo

desde agora até ao berço

(…)

acorda quando o sonho se dilui

adormece quando a saudade flui

sinto a tua mão quando digo não!

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Photo credit: akigabo on Visualhunt.com / CC BY-ND

vai longa a emoção perdida

a folha caída

fora de tempo

a cada dia um contratempo

tudo contra o momento

as horas passam

os meses escassam

tudo o que tinha

na memória que não era minha

retorna sempre no relento

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

mas a cada dia que esqueço

a poesia que à noite coagula

e tudo o resto que não mereço

por fraco que seja o pecado da gula

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on a day of distrust

you must

reach your hand

and stand

on the shore

waiting for the day that gone before

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é raro não errar

nesta dimensão curta

a viagem termina, a cada passo

a cada erro

cair no chão sem embaraço

onde é frio o beijo que ninguém furta

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um poço vazio

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Photo by kenmainr on Visual hunt / CC BY-NC-SA

todos os dias

e noites sem fim

guardo as alegrias

que já houve em mim

escondo o medo numa gaveta cheia

já nada me rodeia

a linha do horizonte é vertical

as lágrimas já não têm sal

nem lenço

mas ainda penso

que estás à minha espera, numa qualquer Primavera

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Photo via Visualhunt

o sal que se dissolve

na tua face

arrefece

mesmo depois de um beijo

ou dum abraço

não há espaço

nem ensejo

para entender o vazio que se move

na queda duma folha morta

que preenche a tua porta

e é tudo o que terás

quando o fim ficar para trás

 

 

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algo

ritmo baixo, por entre tanta emoção sem lágrimas, deduzir imperativos menores, já que nada ensina a ser cavaleiro andante nem poeta errante.

encaixar espaço vazio com palavras certas, a quente, acordar para o dia crepuscular, tão cedo, tantas ideias, tantas conversas nunca tidas, impulsos contidos em páginas brancas, notas de rodapé, danças na escuridão do corredor iluminado pela luz alheia…

e mais uma tenaz reticência, pausa brusca, já lá vai o momento pródigo de dizer o exacto, de perceber o laço do sapato, da camisola azul gasta e reciclada. todos os dias a visto, como se regressasses a mim.

algo que tem tanto de teu como de meu.

a prosseguir…

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