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Posts Tagged ‘Cavernas’

tulips-flowers-nature

Photo via Visual hunt

o passado

é um presente envenenado

o futuro

é um quarto escuro

 

solta os demónios e os sorrisos

 

de que serve a servidão da melancolia

ou a noite ser dia

de que vale a valência menor da indiferença

ou de quem por nós pensa

 

pensamentos utópicos e imprecisos

 

deixa que a tulipa floresça

que a cor que nunca aparenta apareça

e que a sólida solidão nunca te esqueça

 

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Photo via VisualHunt

 

é esta a praia sem mar

minha forma indefinida pelos anos

sempre pequeno

sereno

caçador de desenganos

pretérito imperfeito de amar

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

habito na ilusão benevolente da partilha

sem óbvia telepatia e fácil empatia

guerreiro maternal sem cartilha

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Photo via Visualhunt.com

 

caminhos

por onde passam os ventos e os sorrisos

os passos são fios de linho

que tecem o que é preciso

depois há o eco suave do trovão

o repetido não!

a protecção da piedade

a justiça da verdade

de ficar e nada ser

apenas agarrar a mão estendida

ocultar as feridas

de todos os poemas que leres

nesse labirinto de sonhos e flores

há medos de todas as cores

 

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sol

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Photo via Visualhunt.com

um dia o palco fica vazio

a plateia pede mais

um compasso vadio

donde nunca sais

fecha-se o pano e a caixa

o jogo de luzes baixa

amanhã vem o sol semibreve que à dúvida nada deve

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Photo credit: ai3310X via VisualHunt.com / CC BY

os olhos nunca ditarão a justiça alheia

em cada passo há a incerteza de seguir

das poucas palavras vinga um epopeia

espera um abraço e um velho sorrir

¨¨

além das muralhas do vento

ouvem-se os sinos de reunião

são batalhas de um sonho violento

nunca vencidas por omissão

¨¨

a manhã avizinha-se terna

se a souberes viver eterna

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moon

outros tantos lugares vagos

insolúveis

onde o amanhã é somente matéria

submissão e desleixo

essas obras feitas de palavras-alvo

seta

aprendizagem fortuita de criança só

sem continuidade nem raízes

num banco de jardim onde não há flores nem cisnes brancos

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nesta vida de fugas

silenciosa

do vento, sinfonia

sem cultivo de rugas

despretensiosa

da ilusão, poesia

¨¨¨¨

se tiveres em ti a verdade mais doce

se gostares da solidão como se o nada fosse

a multiplicação da incógnita infinita

terás sempre que lutar pacificamente com um medo quedo

mas não há sol que iluda

a morte e o pó

pois o amor muda

até ficar só

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