
guardo a linha e a agulha
apanho as rédeas soltas
num rosário que já não se debulha
a prece dá outras voltas
defendes-te atrás da pequena ameia
sem armas e sem nenhuma condição
já nem a romântica alma se incendeia
talvez um dia se semeie a razão
em cada momento cinzento
todo o alicerce merece
um pilar no seu lugar
um outro lado sem passado
um presente bem diferente
um futuro puro e duro
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cada som que vibra no azul
prende o que resta da surpresa
esvoaça ao sabor do vento do sul
deixa migalhas em cima da mesa
–//–
entender as palavras lidas
já não é motivo para ficar quieto
duas linhas para sempre esquecidas
num passado rasgado e secreto
~¨¨~
não há forma de gostar
da solidão que morre no mar
e por mais vezes tentar
saber o que é o luar
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Há coisas com defeito. E há outras com feitio.
Acho que tenho em barda.
Dos momentos cruciais, triviais e quase banais que se tornam a trindade da vida, fico à porta de todos….. é defeito ou é feitio?
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At that hour – James Joyce
At that hour when all things have repose,
O lonely watcher of the skies,
Do you hear the night wind and the sighs
Of harps playing unto Love to unclose
The pale gates of sunrise?
When all things repose, do you alone
Awake to hear the sweet harps play
To Love before him on his way,
And the night wind answering in antiphon
Till night is overgone?
Play on, invisible harps, unto Love,
Whose way in heaven is aglow
At that hour when soft lights come and go,
Soft sweet music in the air above
And in the earth below.
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De cada janela aberta pelo vento, há uma aragem nova que entra. Lá fora é constante. Saio pela porta.
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nada há onde se perder
nem a solidão
mas depois há negação
da noite ao amanhecer
espera pelo nó cego
que começou por ser laço
faz aquilo que eu faço
diz aquilo que nego

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