na água que a vida tem
há sangue, suor e lágrimas
e não há nada nem ninguém
que um dia a deite fora
nem que seja quando te animas
ou te queres ir embora
não lhe sentes o aroma
nem a paixão que em ti soma
na água que a vida tem
há sangue, suor e lágrimas
e não há nada nem ninguém
que um dia a deite fora
nem que seja quando te animas
ou te queres ir embora
não lhe sentes o aroma
nem a paixão que em ti soma
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os olhos fechados guiam-me na rua estreita
sabem onde cada pedra foi feita
sentem as paredes aquecidas pelo sol de verão
para sempre de mim memória terão
.
o medo não vinga
a chuva não respinga
traz algo diferente
por cada dia ausente
.
de longe em longe
a meta se atinge
.
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no amanhã inverso da água passada, dissolve-se a imagem sonhada no banco frio do jardim silencioso.
do talento novo se mistura a madrugada
na estrada sinuosa se descansa e derrete o alcatrão poroso
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Tinha que ser uma fogueira pequena, por causa dos incêndios, mas a noite estava fresca.

início da corrida

só fumaça

e vem um a reboque!!
Depois veio o próprio dia de S. João

há lá coisa mai’linda?

Os chamados figos de S. João. Tive que acordar primeiro que os estorninhos para conseguir apanhar alguns inteiros. Ainda fui atacado por umas formigas de rabo vermelho, raivosas e guerreiras. who cares?

Aqui haverá uns cachos de uvas – se as abelhas e ‘abésperas’ deixarem – lá mais para Setembro. Mas isso já são outros santos.
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no resto das contas e das vitórias
há algo que sempre sobra
povoam para sempre memórias
e fica a voz de quem cobra
numa corrente quente
numa alegria vazia
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a vida é sempre outra, nova a cada dia.
levantar antes das sete para comprar pão fresco à padeira ambulante. regar a horta e arrancar algumas daninhas. fazer o lume ou acender o carvão. tomar um duche com um balde pendurado no tecto. esquecer a cafeína…. dormir uma sesta leve. beber uma mini ao fim da tarde.
destas não há imagens. para quê??
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ultrapassado pelo vagar
decoro o verso esquecido
a cada gesto um lugar
por um caminho perdido
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este pequeno mundo que é a minha casa
tem paredes brancas e sólidas
não tem tecto para pinto debaixo da asa
nem gazes limpas para tapar feridas
este grande mundo fora da minha casa
tem dias de sol e paz retemperadora
não tem fontes nem rios de água rasa
que quero atravessar ao romper da aurora

batem as gotas de chuva no telhado vermelho
sopra a aragem no meio da folhagem
cai o ramo de laranjeira, de velho
nada mais é que uma simples imagem
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nuvens ao longe
em fundo
cais que se fecham
á tempestade que ruge
e que passa num segundo
filtram a paz do infinito
onde só o pensamento alcança
e as aves voam
na distância longínqua perde-se o grito
imagine-se apenas o que a alma alcança
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o 1º impacto é sempre dinâmico, delével.
Hoje antes das 7 da manhã estava na fila, a olhar para o Museu de Arte Moderna de Sintra, o Palácio da Pena em fundo, lá bem no alto, com toda a papelada julgada necessária para a atribuição do bem-vindo subsídio de desemprego.
A memória já me vai traindo. Há uma mostra de cartoon até 14 de Junho, com entrada grátis, caricaturas globalizantes.
Não é a primeira vez que o cenário se repete. Pelas mesmas razões. Por outras que não importam para o caso.
Como a porta só abre pela nove, leitor mp3 e livro guardado há um ano: Venenos de Deus Remédios do Diabo, de Mia Couto (mais um António), conhecido pelas suas palavras próprias, únicas. Lido:
Depois, à tarde, a cerveja chamou por mim. Esquecer é pontapear os fantasmas. Quem me dera ser fantasma…….
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