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20

twenty years after

to much crap

looking further

is shorter  than a lap

Pecado

eram simples encruzilhadas

subindo pela parede suja

palavras soltas, aladas

à frente delas ninguém fuja

esconder

fugir

dizer

sorrir

ser

fingir

nunca o perdão se albarda

fazendo um nó corrediço

cada um em si guarda

poderes de um falso feitiço

sou

não sou


Nó mudo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

vai

encontra o sinal

rema como quem chora

diz

como se nada houvesse

pousa nesse ramo alto onde sorris

luta agora

sente o sabor do sal

dessa lágrima que cai

na brisa que amanhece

<

na terra onde cresce a raiz

onde a vida se torna pó

serás uma alma feliz

onde ninguém sente dó

Cruzamento

não basta sorrir

para ter um espaço

não basta errar

para ser diferente

há que seguir

um outro compasso

ter coragem e voar

numa outra corrente

Sequente

já senti a vida como água

corrente

e numa curva do caminho

ambígua

escolhi o seco e não a semente

sozinho

¨

breve trecho

suave ciúme

em frio lume

a água deixo

Fermento

na água tépida

mergulho as sombras

da indiferença

para fazer crescer lentamente

a cicatrização da vergonha perdida

misturando frases que não lembras

guardo algo que não me pertença

rasgos de paixão ausente

E porque amanhã é 5ª…

e não vai haver tempo para pausas…. the dream is on!

Tradições

Ontem, dia de reis, lá cumpri a tradição de comer uma romã e guardar a coroa para, segundo os mais velhos, ter dinheiro o resto do ano.

Para começar e fugindo à ‘previsão’ – pelo lado positivo – recebi hoje a notícia que fui admitido numa empresa nacional de grande prestígio para começar a trabalhar na próxima segunda-feira, dia 11. Depois de alguns dias de incerteza, quanto à forma como tinha decorrido a entrevista no final de 2009, a tradição parece ter dado alguns frutos :) .

É sempre bom contar também com opiniões e incentivos de outros, que nos fazem ver e sentir que as coisas terão o seu curso, indo a justeza prevalecer.

Mais uma vez, bom ano para todos.

Cal suja

remar para longe da margem

sem rumo

ou fio de prumo

desalinhado da desfocada imagem

velha parede caiada

protegida pelo beiral

rugas, gretas no final

gasta e pelo sol queimada

ali bem perto

uma porta e uma janela

num sonho de barco à vela

onde? não se sabe ao certo

neste rio sereno

a vaga não sobe e desce

nem o vento se mexe

navego em palha e feno

T. T. T.

Look upon a saturn ring.

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